domingo, 4 de janeiro de 2015

Faça amor,não faça jogo - Ique Carvalho

Postado por Blog Dúvida Cruel às 16:58 0 comentários



Luiz Henrique Carvalho, 34, escritor do blog The love code, esteve presente no segundo dia da bienal atendendo fãs.
O blogueiro nos contou como surgiu a oportunidade de lançar o seu livro '' Faça amor,não faça jogo''. Segundo ele, o The Love Code, foi criado no ano de 2010, mas só três anos depois ele se tornou conhecido na internet com o texto, "Faça amor não faça jogo" que contou com mais de duzentas mil curtidas e com mais de um milhão de visualizações na publicação.
Devido ao sucesso nas redes sociais, o blog do mineiro de Belo Horizonte acabou despertando o interesse de várias editoras do país. Questionado sobre o nome do livro, Ique, como prefere ser chamado, explicou que surgiu depois de uma decepção amorosa com uma paquera. Havia hora que ela fazia amor,e tinha horas que ela fugia e fazia os joguinhos de sempre. ''Então pensei: faz amor e não jogo menina''.
O primeiro lançamento ocorreu no dia oito de novembro, e compareceram na livraria FNAC do BH shopping mais de trezentas e cinquentas pessoas. Por ter sido em sua terra natal, Ique pôde levar o seu pai, que luta contra uma doença degenerativa há mais de dois anos, para prestigiá-lo. O autor nos contou que o público foi muito carinhoso tanto com ele quanto com o seu pai.''Eles nos beijaram,abraçaram,e isso fez com que a gente tivesse mais força para enfrentar esse momento tão difícil a qual estamos passando.
Com apenas um mês de vendas, o livro está em sétimo lugar na lista da revista Veja. Ique diz que já tem planos para uma segunda publicação,mas ele ainda quer curtir muito o que o seu primogênito tem lhe proporcionado.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Escolas Específicas Auxiliam na Inclusão Social

Postado por Blog Dúvida Cruel às 09:54 0 comentários


Em busca de inclusão social para as crianças portadoras de Paralisia Cerebral ou encefalopatia crônica não progressiva, provocada muitas vezes pela falta de oxigenação das células cerebrais podendo acontecer durante a gestação, no momento do parto ou após o nascimento, muitas escolas se especificam na área de saúde. Junto com as instituições, novas e velhas profissões são incluídas, como, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e médicos. Na cidade de Belo Horizonte, a escola BRINCAR foi criada para o atendimento de crianças que possuem necessidades especiais, onde é incluída a rotina escolar de acordo com suas conveniência, além disso, usufruem de vários programas culturais e educativos.

O portador de paralisia possui inteligência normal, a não ser que a lesão afete áreas responsáveis pelo pensamento e memória. A paralisia cerebral afeta os músculos, a movimentação e a coordenação motora. Essas condições ainda podem provocar problemas na visão, fala e audição, além de dificuldades de aprendizagem. Escolas especializadas em paralisia cerebral como o instituto Brincar, ajudam pais e mães a conseguirem dar uma estrutura para seus filhos com atividades especiais. O tratamento da “PC” visa controlar as crises convulsivas que podem vir a ocorre na criança e complicações recorrentes das lesões. Há quatro categorias de atividades e intervenções que ajudam a suprir os aspectos das disfunções dos movimentos nas crianças com “PC”, são elas: enfoque biomecânico, enfoque neurofisiológico, enfoque do desenvolvimento e enfoque sensorial.

Salete Beatriz da Silva, diretora do BRINCAR (Centro de Estimulação Especial), uma das seis estudantes de Terapia Ocupacional da UFMG que fundaram o projeto, relembra o motivo pelo qual a inspirou no que é hoje o BRINCAR "tive um irmão com paralisia cerebral e minha convivência com ele possibilitou-me grandes lições e aprendizado que transferi para minha prática profissional". E afirma também que sua motivação para escolher o curso também foi seu irmão, "eu queria poder ajudá-lo ainda mais com os conhecimentos que iria adquirir através de Terapia Ocupacional".

Os alunos da Instituição BRINCAR possuem uma rotina semelhante à de uma escola comum. "Tem horários para atividades específicas, de acordo com as possibilidades de cada grupo, horário para lanche, recreio e novamente atividades específicas." conta Salete Beatriz da Silva. Nos primeiro ano de funcionamento da instituição contaram com a ajuda de uma de suas professoras que foi essencial para possuírem um maior conhecimento técnico e maior segurança para a atuação das novas profissionais. "Além das atividades de cunho pedagógico o BRINCAR possui atividades que enriquecem a rotina escolar, como a música, estimulação sensorial, oficina de culinária e artes, informática adaptada, comunicação alternativa, capoeira, atividades motoras adaptadas e atividades externas", relata Salete Beatriz da Silva.


De acordo com a diretora da escola, a maior motivação é ver como os alunos tem uma grande capacidade de se desenvolverem, sendo gratificante olhar para trás e ver o quanto os alunos cresceram através do  esforço e dedicação. "São estás pequenas conquistas que nos impulsiona a seguir em frente com o projeto, e continuar ajudando aqueles que precisam de todo apoio e cuidado".

Grupo: Ana Carolina Dias, Ana Clara Carvalho, Cynthia Nogueira e Daiane do Carmo
Turma: 2º Período de Jornalismo - PUCMINAS

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Muito além de R$ 0,20 centavos

Postado por Blog Dúvida Cruel às 18:54 0 comentários

      
Brasil, junho de 2013. Insatisfeitos com o aumento das tarifas e a qualidade dos transportes públicos, o povo saí às ruas em sinal de protesto.
         O Movimento Passe Livre (MLP), fundado na capital gaúcha, tinha como reivindicação inicial a tarifa zero a todos os estudantes. Com o passar do tempo, o grupo foi ganhando força e apoio de outros brasileiros entre os quais estavam professores, movimentos comunitários, de moradia e de saúde e foi tomando proporções bem maiores.
     Ao contrário do que se pensava, as reclamações iam muito além dos R$ 0,20 centavos. Descontentes, grande parte das capitais e algumas cidades do interior foram tomadas por uma multidão que clamava pelo fim da corrupção, não à PEC 37, ao mau uso do dinheiro público, contra o projeto de lei apelidado de ‘Cura Gay’, aos gastos abusivos com a construção de estádios, exigindo construção de escolas e hospitais no padrão FIFA de qualidade e aumento de salário.
      A forte e violenta repressão promovida pelos policiais civis e militares contribuiu para que a manifestação ganhasse não só a simpatia como também a adesão de mais brasileiros, que fizeram da internet uma facilitadora para que o movimento eclodisse também no exterior. 
      “As pessoas já não são mais manipuláveis”
       Em entrevista, o Tradutor Juramentado, Laerte José da Silva, formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, que participou ativamente das manifestações na capital mineira, declarou que “a força do movimento estava, principalmente, na sua organização devido à sua regularidade e abrangência nacional, a despeito da violência e repressão policial, mesmo não havendo um ou mais líderes que se destacassem na multidão.” Para ele, as redes sociais foram fundamentais para a organização do movimento que teve como saldo positivo o povo perceber o poder que tem, mas que o vandalismo e a repressão violenta da polícia destacam-se negativamente. Lembrou, também, que apesar de a mídia tentar manipular a situação, desmoralizando o movimento ao focar a barbárie, as pessoas, hoje. Aprenderam a tirar suas próprias conclusões e já não são mais tão manipuláveis
      Objetivando acalmar a nação o aumento das tarifas foi revogado e várias outras medidas estão sendo votadas, inclusive a que considera corrupção um crime hediondo e o arquivamento da PEC 37.
      Dois meses se passaram e há quem diga que o “gigante” voltou a dormir; outros, afirmam que muita coisa ainda está por vir. Independente do que possa acontecer, é preciso perceber que  a maior manifestação deve ser realizada nas urnas com a participação política através do voto e da vigilância e cobrança contínua  diante dos atos dos políticos.

Por: Ana Carolina Dias 
 

Entrelinhas Copyright © 2012 Design by Amanda Inácio Vinte e poucos