terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Escolas Específicas Auxiliam na Inclusão Social

Postado por Blog Dúvida Cruel às 09:54


Em busca de inclusão social para as crianças portadoras de Paralisia Cerebral ou encefalopatia crônica não progressiva, provocada muitas vezes pela falta de oxigenação das células cerebrais podendo acontecer durante a gestação, no momento do parto ou após o nascimento, muitas escolas se especificam na área de saúde. Junto com as instituições, novas e velhas profissões são incluídas, como, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e médicos. Na cidade de Belo Horizonte, a escola BRINCAR foi criada para o atendimento de crianças que possuem necessidades especiais, onde é incluída a rotina escolar de acordo com suas conveniência, além disso, usufruem de vários programas culturais e educativos.

O portador de paralisia possui inteligência normal, a não ser que a lesão afete áreas responsáveis pelo pensamento e memória. A paralisia cerebral afeta os músculos, a movimentação e a coordenação motora. Essas condições ainda podem provocar problemas na visão, fala e audição, além de dificuldades de aprendizagem. Escolas especializadas em paralisia cerebral como o instituto Brincar, ajudam pais e mães a conseguirem dar uma estrutura para seus filhos com atividades especiais. O tratamento da “PC” visa controlar as crises convulsivas que podem vir a ocorre na criança e complicações recorrentes das lesões. Há quatro categorias de atividades e intervenções que ajudam a suprir os aspectos das disfunções dos movimentos nas crianças com “PC”, são elas: enfoque biomecânico, enfoque neurofisiológico, enfoque do desenvolvimento e enfoque sensorial.

Salete Beatriz da Silva, diretora do BRINCAR (Centro de Estimulação Especial), uma das seis estudantes de Terapia Ocupacional da UFMG que fundaram o projeto, relembra o motivo pelo qual a inspirou no que é hoje o BRINCAR "tive um irmão com paralisia cerebral e minha convivência com ele possibilitou-me grandes lições e aprendizado que transferi para minha prática profissional". E afirma também que sua motivação para escolher o curso também foi seu irmão, "eu queria poder ajudá-lo ainda mais com os conhecimentos que iria adquirir através de Terapia Ocupacional".

Os alunos da Instituição BRINCAR possuem uma rotina semelhante à de uma escola comum. "Tem horários para atividades específicas, de acordo com as possibilidades de cada grupo, horário para lanche, recreio e novamente atividades específicas." conta Salete Beatriz da Silva. Nos primeiro ano de funcionamento da instituição contaram com a ajuda de uma de suas professoras que foi essencial para possuírem um maior conhecimento técnico e maior segurança para a atuação das novas profissionais. "Além das atividades de cunho pedagógico o BRINCAR possui atividades que enriquecem a rotina escolar, como a música, estimulação sensorial, oficina de culinária e artes, informática adaptada, comunicação alternativa, capoeira, atividades motoras adaptadas e atividades externas", relata Salete Beatriz da Silva.


De acordo com a diretora da escola, a maior motivação é ver como os alunos tem uma grande capacidade de se desenvolverem, sendo gratificante olhar para trás e ver o quanto os alunos cresceram através do  esforço e dedicação. "São estás pequenas conquistas que nos impulsiona a seguir em frente com o projeto, e continuar ajudando aqueles que precisam de todo apoio e cuidado".

Grupo: Ana Carolina Dias, Ana Clara Carvalho, Cynthia Nogueira e Daiane do Carmo
Turma: 2º Período de Jornalismo - PUCMINAS

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